O DHA, ácido graxo encontrado em ovos e peixes é um dos melhores nutrientes para o cérebro

DHA (O ácido graxo que ajuda a bloquear o avanço de Alzheimer)

Segunda-feira, 03 de dezembro de 2007
Por: David Gutierrez, escritor de equipe
Conceito raiz: DHA, Alzheimer e Proteínas

Um tipo de ácido graxo 0mega-3 chamado de ácido docosaexaenóico (DHA) pode ajudar no abscesso anormal de certas proteínas que levam ao desenvolvimento do mal de Alzheimer, de acordo com um novo estudo publicado no Jornal de Neurociência (Journal of Neuroscience). A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade da California em Irvine e pela Martek Biosciences, uma empresa que comercializa produtos DHA.
Alzheimer é uma doença comum neurodegenerativa que ocorre quando lesões formam no cérebro devido à abscessos de proteínas beta-amilóides e tau. De dois a três por cento de pessoas idosas de cerca de 65 anos exibem sinais do mal, na casa dos 85 anos, o percentual sobe para 25 à 50 por cento.
Os pesquisadores estudaram camundongos predispostos geneticamente para desenvolver Alzheimer alimentando-os com uma das quatro dietas diferentes. Os camundongos de um grupo foram alimentados com uma dieta típica norte americana, baixa em gorduras Omega-3 e rica em Omega-6. Os do segundo grupo foram alimentados com uma dieta rica em Omega-3 e complementos de DHA, enquanto os outros dois grupos foram alimentados com comida rica em Omega-3 e complementados tanto com DHA como com Omega-6. Após 9 meses, os cérebros dos camundongos que foram alimentados com complementos de DHA tinham níveis menores de proteínas beta-amilóide e tau.
Os pesquisadores acreditam que o DHA pode interferir com o acúmulo dessas proteínas por baixar os níveis de uma enzima necessária para produzi-las.
O Autor principal Frank LaFerla diz que o próximo passo é fazer estudos clínicos em humanos nos primeiros estágios de Alzheimer para ver se os complementos de DHA tem um efeito positivo em reduzir o progresso da doença. Tal estudo está sendo conduzido pela Martek Biosciences.
O DHA é encontrado naturalmente primariamente em peixes. Animais produzem muito pouco dele por si próprios, mas é produzido por uma microalga do gênero Schizochytrium e tendem a se concentrar nos tecidos dos animais marinhos.



DHA – Ácido Docohexanóico 
Óleo extraído da órbita ocular do atum e do bonito.

Antes do nascimento, o cérebro humano e os neurônios já se encontram quase completos, sendo que o número de células cerebrais ficará definido até os três anos de idade. 
O DHA é extremamente vital para a produção das células cerebrais. Quando o ser humano se encontra no ventre, ele recebe o DHA através da placenta e após o nascimento, pelo aleitamento materno. 
Existem alguns dados esclarecedores na teoria do professor Crawford (*), onde ele afirma que o leite materno das mães japonesas contém duas a três vezes mais DHA que as mães dos Estados Unidos e países europeus. Isso significa que para gerar uma criança com mais inteligência, as gestantes e as mães que amamentam deveriam ter quantidade suficiente de DHA. 
Armazenado no cérebro, especificamente na retina ativa das células nervosas, esse ácido acumula-se especialmente nos nervos controladores, fosfatado e presta um importante papel para manter as células nervosas, regulando as transmissões e ativação das células cerebrais. Com uma estrutura química muito flexível, ele trabalha intensamente para tornar as células das paredes cerebrais mais macias, o que significa estimulá-las sempre. 

Efeito benéfico na função do aprendizado Como o crescimento cerebral está relacionado com os peixes, o professor Michael Crawford disse em sua teoria, divulgada em 1989, que as crianças japonesas tem um Q.I. mais elevado que os da Europa e Estados Unidos devido o hábito de comerem mais peixe, e como conseqüência, ingerirem mais DHA, sendo a mais atrativa e a que desenvolve a capacidade de aprender e aprimorar a memória. Essa teoria tornou-se popular no mundo e chamou a atenção de muitas pessoas ao mostrar as inúmeras funções do ácido. 
Várias experiências foram feitas com cobaias e naquelas em que o DHA foi aplicado, se mostraram bem mais rápidas e eficazes. 
(*) Dr. Michael Crawford, professor do Centro de Pesquisas de Química Nutricional do Cérebro, na Inglaterra. Apresentação: Embalagem com 120 cápsulas.



Benefícios do DHA durante a gestação

A suplementação com ácido docosahexaenóico (DHA) durante a gravidez pode aumentar as capacidades de desenvolvimento das crianças, sugere um novo estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition.
Este estudo corrobora com outros trabalhos já realizados em que se demonstrou a importância deste ácido no desenvolvimento do bebê no útero. Uma dieta rica em DHA durante a gestação e amamentação está associada a gestações mais saudáveis, assim como a um melhor desenvolvimento mental e visual das crianças. 
Os pesquisadores, Michelle Judge e Ofer Harel, da Universidade de Connecticut, e Carol Lammi-Keefe, da Universidade Estadual da Louisiana afirmam que este é o primeiro estudo em que efetivamente se avalia o efeito da suplementação com DHA durante a gestação na capacidade de resolução de problemas das crianças durante o primeiro ano de vida.
Recrutaram 29 mulheres na 24ª semana de gestação e selecionaram-nas aleatoriamente para seguir uma suplementação diária com barras de cereais contidas de DHA (300mg DHA/ 92Kcal/ barra) ou barras de cereais placebo. As participantes consumiram em média 5 barras por semana.
Aos 9 meses de idade, as crianças foram avaliadas através da utilização do The Infant Planning Test e Fagan Test of Infant Intelligence. Os filhos de mães suplementadas com o ácido apresentaram uma melhor performance na resolução de problemas, não sendo, no entanto, observadas diferenças significativas entre os grupos relativamente à inteligência global. 
"Estes resultados apontam para um benefício a nível da resolução de problemas, mas não a nível de memória de reconhecimento aos 9 meses de idade em filhos de mães que consumiram alimentos funcionais contendo DHA durante a gestação”, concluíram os investigadores.
Fonte: American Journal of Clinical Nutrition, June 2007, 85 (6): 1572-1578
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