GELÉIA REAL NÃO É REMÉDIO
É UM ALIMENTO CONCENTRADO!








Geléia Real é uma substância viscosa, amarelada, produzida pelas abelhas. Armas para a alimentação inicial dos embriões (até o 3' dia), e para a alimentação da Rainha durante todo seu ciclo vital. Uma abelha normal vive em tomo de 6 semanas, enquanto a Rainha, por se alimentar ininterruptamente com Geléia Real, amplia sua vida até 4 anos ou mais.

COMO A GELÉIA REAL AGE EM SEU CORPO

Ao começar a se nutrir com Geléia Real, você notará:

Eliminação do cansaço físico e mental - por ser 100% pura, Geléia Real contém: proteinas, vitaminas e sais minerais que fortificam seu organismo.
Normalização do apetite - agindo a Geléia Real em todo seu organismo ela equilibra as funções gástricas.
Ativação das funções cerebrais - a Geléia Real, tem a propriedade de manter o cérebro jovem, sem o desgaste dos dias atuais e propiciando um maior rendimento da memória e das atividades intelectuais.
Fortalecimento da energia vital - elevando as substâncias que seu organismo necessita diariamente, você terá mais vigor para executar suas obrigações e prazeres.
Fortificação da visão - com nutrientes encontrados na Geléia Real, constatou-se que existem componentes que fortificam substancialmente o sistema ocular.
Regularização do aparelho digestivo - a Geléia Real, equilibra seu corpo de tal forma, que reflete em seu intestino, fazendo-o trabalhar dentro das características de seu dia-a-dia. Também age com revigoradora do fígado.
Rejuvenescimento da pele - esta atuação se verifica tanto a nível celular, como de epiderme, podendo ainda Geléia Real ser colocada em composições de cosméticos.

GELÉIA REAL NÃO É REMÉDIO, É UM ALIMENTO CONCENTRADO

Tem sido usada como um tônico energético para retardar os efeitos da idade, amenizar sofrimentos de doenças crônicas degenerativas, em ataques epiléticos, hepatites, cirroses, artrites, reumatismo e distúrbios da menopausa.

NUTRIENTES ENCONTRADOS NA GELÉIA REAL
Água (60%); Proteínas (12% a 18%); Minerais; Aminoácidos; Elemento "R". Vitaminas encontradas em
grande quantidade: B1, B2, B3, B5, B6, B8, B9. É encontrada em pequena quantidade vitaminas B 12.
Em bem pouca quantidade vitaminas A, C, D, E.





Estudo in vivo da atividade antimicótica (dermatófitos) da Geléia Real

A geléia real é substância secretada pela glândula existente no encéfao das abelhas obreiras. É popularmente conhecida como tônico energético para retardas efeitos da idade a amenizar sofrimentos das doenças crônicas. Em estudo anterior, observou-se a atividade antimicótica _in vitro_ da geléia real contra fungos dermatófitos, sendo o objetivo do presente trabalho o estudo _in vitro_ (modelo animal) da atividade antimicótica da geléia real contra esses dermatófitos já estudados _in vitro_. Os resultados mostraram significativa atividade _in vivo_ antimicótica presente contra _Epidermophyton floccosum_, _Microsporum canis_ e _Microsporum gypseum_, mas até a concentração máxima utilizada não atuou sobre o _Trichophyton sp._ 

Palavras-chave: DERMATÓFITOS, ABELHAS, ANTIMICÓTICOS 

INTRODUÇÃO 

Cerca de quatro séculos antes de Cristo (IV a.C.), Aristóteles já citava a geléia real como a "coisa parecida com mel, macia, densa e amarelada”, mas, somente em 1952, o francês Berbufel fabricou os primeiros remédios contendo geléia real, que ganharam destaque mundial com o caso do revivescimento do Papa Pio XII. 
Desde então, vários cientistas vêm pesquisando a composição e os efeitos práticos da geléia real. Kuto, em 1952,1 descobriu a presença da homeoparotina com provável poder revigorante, e Tauzento, em 1958,5 o ácido 10-hidroxidecena, com ação antisséptica e provável anticancerígena (em pesquisa). 
A geléia real é substância cremosa, de sabor ácido, cor branco-leitosa, secretada pelas glândulas existentes no encéfalo das abelhas obreiras. Seu principal componente químico é uma proteína de alta qualidade (designada proteína elemento R) (12-18% ), além de água (65%), sacarose (9-18%), ácidos graxos (5%), minerais (potássio, sódio, cálcio, magnésio, cobre, ferro, zinco e silício), vitaminas (B1, B2, ácido nicotínico, ácido pantotênico, B6, B8, A, C, D e E), aminoácidos (total de 23 aa, incluindo os 8 aa essenciais), acetilcolina, homeoparotna e ácido 10-hiroxidecena, ambos já citados. 
Em estudo anterior dos autores,4 a geléia real apresentou atividade frente aos seguintes dermatófitos: Epidermophyton floccosum, Microsporum canis, Microsporum gypseum, Trichophyton rubrum e Trichophyton tonsurans. 
O objetivo deste trabalho é pesquisar a atividade antimicótica, in vivo, da geléia real, pois os dermatófitos são comprovadamente sensíveis à geléia real in vitro.4 

MATERIAL E MÉTODO 

Microorganismos 
Nos ensaios foram utilizadas culturas de fungos (dermatófitos) provenientes da American Type Culture Collcetion (ATCC): Epidermophyton floccosum, Microsporum canis, Microsporum gypseum, Trichopython mentagrophytes,Trichophyton rubrum e Trichopyton tonsurans. 

Animais 
Foram utilizados 260 ratos Wistar, machos, de peso variando entre 250 e 300g provenientes do biotério de Ciências Biomédicas - ICB da Universidade de São Paulo. 

Drogas 
Cetoconazol e Cloranfenicol. 

Ensaios microbiológicos 
Os animais (ratos Wistar machos) foram separados em 260 gaiolas individuais, dispondo de água e ração) manipulados sob fluxo laminar. Foi realizada depilação na região dorsal com lâmina de aço inoxidável, feita antissepsia com álcool iodado e realizada contaminação com os dermatófitos selecionados por meio de escarificações leves com uso de agulha descartável (30X7). Foi aplicado, com uso de espátula, o cloranfenicol tópico na dose de 100mcg/kg, uma vez ao dia. 

Após três dias foi verificado o crescimento dos fungos com o auxílio de uma lupa e iniciado o tratamento tópico. 

Os ratos foram divididos em três grupos: 
1. G1: 120 ratos (n=120), divididos em seis subgrupos com vinte ratos cada (n=20). Cada um desses subgrupos foi contaminado por um dermatófito. No grupo G1, foi administrada por via tópica geléia real e cloranfenicol (dose 10mcg/kg), uma vez ao dia, sendo cada subgrupo de G1 novamente dividido em dez grupos com dois ratos (n=2), recebendo cada um deles concentrações diferentes de geléia real, que variavam de 0,1 a 1,0mcg/ml). 
2. G2: 120 ratos (n=120), divididos em seis subgrupos com vinte ratos cada (n=20). Cada um desses subgrupos foi contaminado com um dos dermatófitos selecionados e recebeu por via tópica cetoconazol (dose 0,5mg/kg) e cloranfenicol (dose 100mcg/kg) uma vez ao dia. 
3. G3: 20 ratos (n=20), divididos em seis subgrupos com três ratos cada, em média (n=3), contaminados com um dos dermatófitos selecionados. Esse grupo recebeu por via tópica apenas, cloranfenicol (dose 100mcg/kg). 

A cada cinco dias os ratos eram depilados novamente em volta do sítio de inoculação, evitando-se, assim, que os pêlos subjacentes interferissem no crescimento dos dermatófitos. Com auxílio de uma lupa foi verificado o crescimento ou não de colônias de dermatófitos. 
Quinze dias depois do início do ensaio microbiológico foram retirados fragmentos de pele dos sítios de contaminação de cada animal. Esses fragmentos de pele foram primeiramente observados com o auxílio e urna lupa para verificar a presença de hifas, seu aspecto, organização e principalmente se houve crescimento ou inibição completa, sempre em comparação com o grupo G3 controle, cujo crescimento foi considerado máximo, e com o grupo G2 controle-cetoconazol, cujo crescimento foi considerado zero. 

RESULTADOS 

Os resultados dos ensaios microbiológicos realizados com o grupo G1 que recebeu geléia real tópica em diferentes concentrações e cloranfenicol tópico (dose 100mcg/kg) estão representados na tabela 1. 
No grupo G2, que recebeu cloranfenicol tópico (dose 100 mcg/ml/kg) e cetoconazol tópico (dose 0,5mg/kg) uma vez ao dia, houve inibição completa de todos os dermatófitos. 
No grupo G3, que recebeu apenas cloranfenicol tópico (dose 100mcg/ml/kg) uma vez ao dia, houve crescimento máximo dos dermatófitos estudados. 

DISCUSSÃO 

A partir da pesquisar inicial dos autores com a geléia real, na qual foi comprovada sua atividade antimicótica in vitro frente a Epidermophyton floccosum (antropofílico), Microsporum canis (zoofílico), Microsporum gypseum (geofílico), Trichophyton mentgrophytes (zoofílico), Trichophyton rubrum (antopofílico) e Trichophyton tonsurans (antropofílico). 
Os fungos relacionados acima são classificados como dermatófitos, fungos causadores de dermatofitoses, que são afecções limitadas às camadas ceratinizadas ou semiceratinizadas da pele ou localizadas na sua superfície, representando a infecção fúngica mais comum do homem com maior prevalência em zonas tropicais e subtropicais (quentes e úmidas). Uma mesma espécie pode produzir quadros clínicos diversos, com seletividade de faixa etárias, como, por exemplo, T. tonsurans. 
No ser humano os dermatófitos podem levar à tinea captis,tinea corporis, tinea cruris, tinea pedis, tinea umbricata. tinea unguium, tinea facial, dermatofitose inflamatória, granulomatosa e tinea incognita. 
Os autores resolveram prosseguir seus estudos e pesquisar a atividade antimicótica in vivo (modelo animal) da geléia real face a esses dermatófitos, causadores das principais tinhas e de grande interesse médico. Um aspecto que deve ser salientado é a originalidade deste trabalho, que segue conceituada linha de pesquisa (ver bibliografia) e que atualmente constituem uma das maiores fontes de informações para o estudo da geléia real em nível mundial. 
Na literatura são encontrados poucos estudos sobre infecção in vitro, uma vez que, para realizá-los, são necessários muitos parâmetros. 
Os animais foram separados em gaiolas individuais, contaminados com os dermatófitos na região dorsal com prévia antissepsia local e manipulados sob fluxo laminar, para evitar mordeduras e possível contaminação secundária. 
O cloranfenicol, droga antibacteriana de amplo espectro, foi aplicado em todos os grupos de ratos para impedir o crescimento bacteriano e, assim, evitar competição e alteração no crescimento das hifas, não interferindo nos resultados dos experimentos, já que não possui atividade antifúngica. 
O grupo controle G2, tratado topicamente com cetoconazol, droga amplamente utilizada no meio médico e com comprovada atividade antifúngica, sendo um quimioterápico sintético fungistático imidazólico que age em todas as micoses superficiais com certo paralelismo com a griscofulvina, está sendo antibiótico fungistático com ação contra dermatófitos. Esse grupo controle serviu como padrão para demonstrar a inibição completa dos dermatófitos comparando-se com o grupo G1 (tratado topicamente com geléia real). 
O grupo controle G3, tratado apenas com cloranfenicol tópico, serviu para demonstrar que a inibição do crescimento dos dermatófitos não ocorreu simplesmente pela imunidade do animal, mas também como padrão de crescimento máximo dos dermatófitos para o grupo G1. Não foram observadas reações adversas, como erupções cutâneas urticariformes, hipersensibilidade, lesões necróticas, com o uso da geléia real tópica. 
Os dermatófitos Trichophyton mentagrophytes, T. rubrum e T. tonsurans não foram inibidos até a concentração máxima utilizada de geléia real (1,0 mcg/ml). Supõe-se que, sendo administradas concentrações maiores de geléia real e número maior de aplicações ao dia, possivelmente, ocorreria inibição, já que esses dermatófitos citados foram inibidos in vitro sob ação da geléia real.4 
A geléia real apresentou atividade antimicótica frente ao Microsporum canis, M. gypseum e E. floccosum. Esse resultado, possivelmente, provém de sua rica e diversificada composição, na qual se destaca: 1. sacarose: açúcar com poder osmótico que leva à lise celular; 2. ácido 10-hidroxidecena: ácido graxo com provável conteúdo flavonoídico que garantiria o poder antisséptico; 3. aminoácidos e proteínas: atuariam como antibióticos polipeptídicos; e 4. pH ácido: dificultaria o crescimento das hifas. 

CONCLUSÃO 

A geléia real apresentou atividade antimicótica in vitro no modelo animal frente aos dermatófitos: Epidermophyton floccosum, Microsporum canis e Microsporum gypseum. 
Não apresentou atividade antimicótica até a concentração máxima utilizada (1,0mcg/ml) frente a: Trichophyton mentagrophytes, Trichophyton rubrum e Trichophyton tonsurans. 
A partir dos estudos dos autores, estão sendo padronizados protocolos para o uso tópico da geléia real em pacientes portadores de tinha, sendo, no futuro, uma possível forma de tratamento de micoses superficiais. 
FONTE: Anais Brasileiros da Dermatologia Volume 73 nº 2 

Referências 
• Kuto K. O todo da geléia real. Japan: University Fakushima, 1952. 
• Nassi CZ. Cassettari A. Homem de Mello FRL, Rodrigues AP, Santa Lúcia AM. Estudo in vitro da atividade antifúgica e antibacteriana da geléia real. JBM 1995;69(5/6);80-95. 
• Nassis CZ. Cassettari A. Homem de Mello FRL. Rodrigues AP. Santa Lúcia AM. Estudo in vivo da atividade antibacteriana da geléia real. 1995. (não publicado) 
• Nassis CZ, Cassetari A. Homem de Mello FRL, et al. Estudo in vitro da atividade antimicótica (dermatófitos) da geléia real, 1996, (não publicado) 
• Tauzento T. Royal jelly and ac 10-hidroxidecenic. Canadá; University of Canada, 1958. 
• Zaitz C, Micologia geral. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 1995. 
• Cestari TF. Abdalla C, Assis TL, Fisiopatogenia das dermatofitose. An bras Dermatol 1990;65(6):310-6. 
• Londero AT. O grupo dermatófitos. Atualização. An bras Dermatol 1990:65(1):9-10. 
• Lacaz CS, Porto E, Martins JEC. Micoses superficiais. Aspectos epidemiológicos e micológicos. Classificação. Agentes etiológicos. Diagnóstico de laboratório. An bras Dermatol 1989.64(Supl I ): 55-91. 

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