Brasileiros temem não ter autonomia na velhice
Já está comprovado que a população mundial está envelhecendo. Sendo assim, cada vez mais os idosos terão participação importante no perfil de consumo que veremos no futuro. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano de 2050, mais de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo terão mais de 60 anos de idade. 

No Brasil, uma empresa especializada em informações sobre o que o consumidor assiste e compra acaba de divulgar sua pesquisa Global sobre Envelhecimento. O estudo apresenta as principais preocupações da população brasileira em relação ao envelhecimento e, também, as principais dificuldades no que diz respeito ao consumo dessa população que, no cenário atual, não tem as suas necessidades atendidas.

A pesquisa aponta que a principal preocupação do brasileiro ao pensar em envelhecimento é perder a agilidade mental e física (64% e 60%, respectivamente). Além disso, perder a autonomia para cuidar das necessidades básicas, como se alimentar e tomar banho sozinho, ocupa o terceiro lugar na lista de preocupações, com 58%. A falta de dinheiro também faz parte desse ranking. Ainda ganham destaque no estudo ter dinheiro suficiente para cobrir despesas médicas (53%) e ter dinheiro para viver confortavelmente (50%). Quando pensa na vida após a aposentadoria, a maior prioridade da população é manter a saúde física e mental (71%) e ter uma alimentação saudável (47%).

De acordo com a pesquisa, 81% dos entrevistados brasileiros julgam que estarão mais bem preparados financeiramente do que seus pais quando chegar o momento da aposentadoria e 36% dizem que a principal fonte de renda nesse período será proveniente de economias e investimentos pessoais. O estudo mostra, também, que 33% da população pretendem se aposentar entre 50 e 55 anos e 34%, entre 60 e 65 anos. "Esses dados demonstram que, para o varejo, esse será o principal perfil de consumidor no futuro", afirma a analista de mercado da Nielsen, empresa que fez a pesquisa, Aline Sena.

Mas, será que as empresas estarão preparadas para atender esse público? Para a executiva da Nielsen, muitas lojas estão deixando de lado preocupações básicas com esse público. "As empresas têm oportunidade de investir em acessibilidade como rampas, elevadores, embalagens mais fáceis de abrir e rótulos que facilitem a leitura", comenta.

Segundo o estudo, apenas 34% das lojas varejistas apresentam iluminação adequada para atender a necessidade dos idosos, enquanto 46% atendem parcialmente. Somente 19% possuem prateleiras de fácil alcance e 18% contam com corredores largos, banheiros e caixas adaptados para atender deficientes. Além desses, outros quesitos precisam ser melhorados no atendimento a esse público como, por exemplo, a sinalização adequada e anúncios em letras grandes, que apenas 17% dos varejos apresentam atualmente. 
Somente 15% contam com bancos para descanso durante a compra e 12% disponibilizam carrinhos de compras elétricos.

"Entender o brasileiro, seu perfil e necessidades é uma tarefa complexa, dada a pluralidade social, econômica e cultural do país, mas é um fator essencial para traçar as diretrizes para vencer o atual cenário competitivo", conclui Aline Sena.
Fonte da notícia: Sua Dieta
Data da publicação: 04/10/2014
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